Priscila Viana Tardin Reinoso

Curso : LICENCIATURA EM LETRAS - PORTUGUÊS - INGLÊS

Um ponto fora da curva

Sempre gostei de estudar. Não tive muito em quem me espelhar, pois meus pais desempenharam funções mais manuais que intelectuais. Minha mãe tinha um pequeno ateliê de costura e meu pai trabalhava como bombeiro hidráulico e eletricista autônomo. Desde pequena, eu acreditava que, por meio do estudo, eu poderia chegar mais longe. Aluna de colégio público no interior do Estado do Rio de Janeiro, abandonei a ideia de fazer Medicina quando eu tinha 16 anos. Apesar de ser uma linda profissão, estava muito distante da minha realidade. A única faculdade de Medicina da minha cidade era particular e as mensalidades ultrapassavam a quantia que, juntos, meus pais auferiam por mês. As faculdades públicas estavam a mais de 200 quilômetros de distância e eu não teria condições de me manter em outra cidade. Em vez de desanimar, escolhi outra profissão que estivesse mais ao meu alcance. Como sempre gostei de ler e escrever, entendi que Jornalismo era o caminho certo a seguir. Aos 17 anos, eu terminei o Ensino Médio, passei no vestibular e comecei a faculdade. Arrumei um emprego de um salário mínimo com o qual eu conseguia pagar as mensalidades. Desde cedo, comecei a correr atrás de estágio. Bati à porta dos jornais da minha cidade pedindo uma chance. Eu não conhecia ninguém desse ramo a quem eu pudesse recorrer. Numa cidade de 450 mil habitantes, eu era só mais uma estudante que pedia estágio, sem qualquer indicação. Não foi fácil, mas de tanto procurar o editor-chefe de um dos jornais (o único que se dignava a me atender), ele me contratou. Até o final da faculdade, eu já era editora no maior jornal da cidade. Mas eu queria mais. Jornalismo é apaixonante, contudo, eu tinha sede de aprender. Assim que me formei, aos 21 anos, decidi fazer Direito e emendei uma faculdade na outra. Continuava trabalhando como jornalista e estudava à noite. Era incrível como o conhecimento adquirido numa área me ajudava na outra. Mas, em dado momento, o jornalismo se tornou incompatível com o estudo de Direito, já que entendo que estágio é primordial na formação de um profissional. Abandonei a carreira de jornalista e "dei um passo para trás": deixei de ser uma profissional graduada para ser novamente uma estagiária, dessa vez, de Direito. Tive boas experiências de estágio em escritório de advocacia cível, auxiliando um Procurador de Justiça com seus pareceres criminais e no Procon da minha cidade. Os rendimentos, confesso, eram inferiores aos que eu tinha como jornalista. Mas esse "passo para trás" me impulsionaria. Assim que me formei, prestei o exame da Ordem e passei de primeira. Com a experiência adquirida nos estágios, me senti pronta para montar meu próprio escritório de advocacia. Era apenas uma portinha, mas ali eu atendi meus primeiros clientes. Como voltei a trabalhar no jornal, eu dividia meu tempo entre as duas profissões. Foi dando certo, mas eu ainda queria mais segurança financeira. Decidi prestar concurso público. Fui me dedicando aos estudos no tempo que sobrava (quem quer estudar, fabrica tempo). Em três meses passei num concurso de nível médio. Não era exatamente o que eu queria, mas já era um começo. Assumi o cargo e continuei estudando. Dessa vez demorou um pouco mais para eu ter sucesso. Levei um ano e meio para passar num concurso de nível superior. Para segurar minha vaga, acabei vindo morar em Brasília, onde sou jornalista de uma empresa pública federal. Advogo ainda, pouco, porém. Deixei os estudos de lado por um tempo, a fim de me dedicar à maternidade. Agora, volto à universidade. Estou matriculada no curso de Licenciatura em Letras (Português-Inglês). Se vou dar aula um dia? Pode ser, eu não sei o que o amanhã guarda para mim.

+16

• • Conte sua história • •

Preencha os campos abaixo para contar ao mundo como sua vida foi transformada pela educação. As histórias contadas serão divulgadas neste site e poderão ser compartilhadas nas redes sociais e no jornal do aluno da educação a distância da Unicesumar.

Envie sua foto (300x300)

• • O mundo do meu jeito • •

Já parou pra pensar que, no mundo inteiro, não existe ninguém igual a você? Tem pessoas que se parecem, que compartilham os mesmos gostos, mas cada ser humano é único. Cada um tem sua história, seus sonhos, sua trajetória... Sim, somos únicos, mas não queremos estar sozinhos, porque é nos conectando que fazemos do nosso universo um lugar muito mais rico, é conhecendo o jeito do outro que a gente entende mais o nosso próprio jeito. Por isso, convidamos você a compartilhar um pouco da sua experiência, nos contando como a educação transformou o seu mundo.

113.769

Alunos formados

Mude sua história aqui!